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Ronaldo Foi o Melhor Contra a China, Na Preparação Para o Mundial
Como teste para o Mundial e ensaio ao conhecimento do figurino de jogo em que se enquadra a Coreia do Norte – adversário na fase final –, o encontro de ontem à noite até pode ter servido. Mas muito dificilmente Portugal vai encontrar na África do Sul um adversário tão ‘desinteressado’ como foi a China no chão de Coimbra.
Dez minutos de jogo chegaram e sobraram para se perceber que Portugal e China são equipas de dois mundos diferentes. Literalmente. Se outras razões não houvesse, porque Portugal tem Ronaldo. O ‘merengue’, enquanto jogou, fez toda a diferença. Aos seus rasgos os chineses apenas contrapuseram a inspiração do guarda-redes Lu Zhang que adiou, quanto pôde, o golo da selecção portuguesa. Durou 36 minutos a resistência da muralha chinesa. Na primeira ocasião em que a equipa oriental adiantou linhas e desposicionou a defesa, Portugal chegou ao golo, à custa da genialidade de Ronaldo, que cavalgou mais de meio-campo com a bola para a colocar a preceito do pé esquerdo de Hugo Almeida, numa finalização fácil. Curiosamente, ou talvez não, o golo português praticamente marcou o fim do melhor período da equipa lusa.
Depois do 4×2x3×1 da primeira parte, Queiroz ensaiou um 4×4x2 na segunda metade, com Liedson ao lado de Hugo Almeida. Mas já não havia Ronaldo. E com isso o futebol português perdeu alegria, ficou baço. Os segundos 45 minutos não mostraram nada de verdadeiramente entusiasmante. Nem de novo – para além das estreias absolutas de Hilário e Varela.
O 2-0 chegou em tempo de descontos na sequência de um remate de Moutinho com carambola em Liedson. Tinha de ser assim… um golo ‘torto’ numa segunda parte transviada.
